NaEstrada.Org

Levando o Amor de Jesus para os povos não alcançados do continente africano.
... e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. At1:8

27 de julho de 2014

AIC Kaptembwa - Nakuru - Quênia

Palavra de obrigado aos nossos amigos, na Igreja AIC Kaptembwa em Nakuru, Quênia.

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7 de julho de 2014

Bíblia para Todos

Queremos tornar disponível a Bíblia para aqueles que estão sendo evangelizados onde o evangelho e muito menos a Bíblia não pode estar acessível por conta da perseguição.

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20 de junho de 2014

Minha Pequena Luz / This Little Light of Mine / Mwanga Wangu Mdogo Nitawangaza

Peter cantando a música "Minha pequena Luz" em 3 línguas: Português, Inglês e Swahili.

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25 de maio de 2014

Noticias da Familia Hellwig - Maio-Junho / 2014


Nairóbi / Quênia, Maio/Junho de 2014.

"Confie em Deus, o Senhor, e faça o bem e assim more com toda a segurança na Terra Prometida." (Salmos 37:3)

Trabalhos
Curso de Swahili
Estamos nos dedicando nesse tempo inicial aqui em Nairóbi no aprendizado do Swahili, pois é necessário conhecer a língua local para se comunicar melhor e construir relacionamentos com o povo. Apenas 60% da população fala Inglês, e destes, apenas 30% se comunicam bem. A gramática da língua Swahili é 100% baseada no Bantu. Já o vocabulário: 60% Bantu, 20% Árabe e 20% outras línguas.

Capacitação
O Gustavo participou de um treinamento focado em capacitar os missionários e pastores africanos para alcançar o povo "M". Por este motivo não colocamos aqui nomes, assim como a foto está fosca para ocultar os envolvidos. Este é um dos ministérios de um casal de missionários que trabalham aqui a muitos anos.

Segurança
Como alguns devem estar acompanhando pelo Internet ou TV, Nairobi tem sofrido muitos ataques ultimamente. Por este motivo, a segurança está reforçada em todos os lugares públicos, inclusive como nesta, nas entradas das igrejas, com revista utilizando detector de metais, assim como o exército realizando segurança extra.

Conquistas
Escola das Crianças
As crianças se adaptaram bem na nova escola. Escolhemos uma escola africana, aqui perto de casa. Tanto o Peter quanto a Raica já estão aprendendo a ler e escrever. Mesmo eles sendo os únicos de pele branca da turma, eles estão muito felizes e amando a escola e os amigos.

Crianças dormirem sozinhas
Queremos agradecer ao Senhor e suas orações, pois as crianças já estão dormindo sozinhas no quarto delas a noite toda.

Nossa Casa.
O Lar que o Senhor nos confiou é muito seguro e os vizinhos possuem outras crianças. Graças a Deus mesmo no meios destes ataques, quando estamos em casa nos sentimos seguros e as crianças podem brincar sem medo algum.










Pedidos de Oração
  • Ore pelo Quênia. Constantemente existem explosões na cidade e região, onde muitos cristãos morrem. Estes atentados tem com o objetivo de colocar medo nos cristãos para não continuarmos com a evangelização dos povos não alcançados que aqui existem.
  • Quênia. Continue a orar pelo Quênia. Semanalmente estão acontecendo atentados onde estão deixando várias vítimas, o que tem gerado na população insegurança e alerta constante. Por este motivo, a nossa agência está pedindo para não frequentarmos lugares onde existe aglomerado de pessoas.
  • Veículo. Continuem a orar pela aquisição de um veículo adequado para as estradas de Nairóbi e região.
  • ABO. Estaremos no mês de Julho em um treinamento preparado pela MIAF Internacional, onde será abordado todos os tópicos necessários para viver na África.
  • Mantenedores. Fidelidade dos nossos mantenedores..
  • Home-Stay. Tempo em que iremos morar com uma família local, onde aprenderemos mais sobre cultura e língua. A data mudou para Agosto..
  • Adaptação. Pela nossa adaptação em viver aqui em Nairóbi onde estamos expostos a essa perseguição indireta, afetando o nosso direito de ir e vir que nos foi tirado. Que mesmo durante esse período, o Senhor nos conceda ousadia e coragem para testemunharmos do evangelho.
  • Vistos. Emissão dos nossos vistos de residência no Quênia.

Como família, agradecemos a todos os mantenedores fiéis que nos apoiam financeiramente e em oração. Desejamos a todos vocês que o Pai os recompense com muita graça e amor.
Família Hellwig, missionários na África.

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14 de maio de 2014

Curso de Missões - Realidades do Campo Missionário

Curso de Missões - Realidades do Campo Missionário

Queridos amigos. Segue aqui uma ferramenta de desafio e mobilização para missões feita pelo nosso amigo Jairo de Oliveira.
O propósito do livro "Missões e Culturas" é o de auxiliar a Igreja brasileira promovendo a compreensão das principais realidades que cercam a vida de um missionário num contexto transcultural.

Neste livro, ele fez a inclusão de um guia de estudos a fim de facilitar a utilização do livro como um curso missionário.
Com tal iniciativa, esperamos auxiliar aqueles que desejam promover conscientização missionária entre os cristãos, com respeito as realidades que envolvem o trabalho missionário.

Baseado no livro "Missões & Culturas" por Jairo de Oliveira, Editora Abba Press.

O autor é o carioca Jairo de Oliveira, um apaixonado por literatura e atua como escritor e tradutor, além de embaixador do evangelho no continente africano.
Seus textos, em geral, têm ajudado pastores, professores de missiologia, conselhos missionários e pessoas interessadas nos temas missionários.

Contatos:
E-mail: jairinhodeoliveira@gmail.com
Facebook: facebook.com/jairinhodeoliveira
Twitter: @jairo00oliveira

Para ter acesso ao material em arquivo(PPT e PDF) basta clicar nos links abaixo:

      

Abaixo o conteúdo dos arquivos para facilitar a sua pesquisa:

O objetivo do curso
O objetivo deste curso é formar nos participantes uma consciência missionária com respeito as realidades que envolvem o trabalho transcultural e que influenciam a vida daqueles que proclamam a Glória de Deus entre as nações.

A abordagem
A ênfase da abordagem dos temas apresentados ao longo do curso não é bíblica ou teológica, mas missiológica e antropológica. O esforço empregado aqui é na tentativa de falar das realidades encontradas no campo missionário.

1. Desafios Climáticos
"Nascendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental; o sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que desfalecia, pelo que pediu para si a morte, dizendo: Melhor me é morrer do que viver!" (Jn. 4.8)


Destaques do capítulo
- A influência do clima no estilo de vida dos povos.
- A necessidade de adaptação ao clima encontrado no campo missionário.
- Possíveis limitações no contato com um clima diferente.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Considerando as informações descritas neste capítulo, qual a importância de o missionário obter orientação geográfica e climática sobre a região em que pretende atuar?

2. Como você vê a não adaptação de um missionário no campo por causa de fatores climáticos? Você interpretaria o seu retorno como uma derrota, ou como uma limitação pessoal?

3. Em sua opinião, o missionário brasileiro tem ido ao campo com o equipamento necessário para se adaptar ao intenso frio de algumas regiões e/ou ao calor causticante de outras?

4. Além dos fatores climáticos, quais seriam os outros obstáculos que os missionários enfrentam na proclamação do evangelho, que você poderia relacionar?

5. Você já orou alguma vez para que os missionários consigam se adaptar ao clima da região onde atuam?

2. Choque Cultural
"Ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste? Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste? Respondeu Labão: Não se faz assim em nossa terra, dar-se a mais nova antes da primogênita." (Gn. 29.25, 26)


Destaques do capítulo
- O que constitui o choque cultural.
- Sinas do estabelecimento da condição de choque cultural.
- Comportamento adequado em relação ao choque cultural.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Como você definiria o estado de choque cultural?

2. Por que o choque cultural é um obstáculo comum quando nos encontramos em um novo ambiente cultural?

3. Por que é importante que o missionário se prepare para enfrentar o choque cultural?

4. Quais as fontes de pesquisa que um missionário pode utilizar para adquirir informações prévias do povo com o qual ele deseja trabalhar?

5. De que maneira um missionário pode prejudicar um povo, implantando seus próprios modelos culturais?


3. Dificuldades na alimentação
"E, em seguida, uma voz lhe ordenou: "Levanta-te, Pedro! Sacrifica e come". Porém, Pedro replicou: "De maneira alguma, Senhor! Porquanto jamais comi alguma coisa profana ou impura". Contudo, a voz insistiu pela segunda vez: "Não consideres impuro o que Deus purificou!" (At. 10.13-15)


Destaques do capítulo
- A diversidade de hábitos alimentares.
- A dificuldade em lidar com hábitos alimentares diferentes.
- A provável adaptação do estrangeiro.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que é importante que o missionário desenvolva a capacidade de se adaptar aos mais diversos contextos culturais?

2. Até que ponto o missionário pode ser beneficiado ao se adaptar ao estilo de alimentação utilizado em seu campo de trabalho?

3. Em sua opinião, por que a alimentação é uma área que põe medo em muita gente no contato com uma nova cultura?

4. Que atitude um missionário deve tomar caso ele não se adapte aos hábitos alimentares do seu campo de trabalho?

5. Você acha que enfrentaria dificuldades ao tentar se adaptar a um novo estilo de alimentação?

4. Barreiras linguísticas
"Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro." (Gn. 11.6,7)


Destaques do capítulo
- A importância do aprendizado do língua do povo em contato.
- Obstáculos ao longo do processo.
- O preparo linguístico como uma ferramenta.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que o aprendizado de uma nova língua pode se tornar mais desgastante emocionalmente para o missionário brasileiro?

2. De que forma você acredita que o trabalho em equipe pode favorecer o desenvolvimento da obra missionária e o trabalho de tradução das Escrituras?

3. Quantas horas diárias você acredita que um missionário precisa dedicar ao estudo de uma nova língua?

4. Quais são os passos que precisam ser dados pelo missionário antes de ele iniciar o trabalho de tradução da Bíblia para uma língua ainda não grafada?

5. Quanto tempo você acha que um missionário leva para começar a se comunicar bem em uma língua que não possui grafia?

5. Carência de recursos humanos
"Então, falou aos seus discípulos: De fato a colheita é abundante, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, orem ao Senhor da seara e peçam que Ele mande mais trabalhadores para a sua colheita." (Mt. 9.37,38)


Destaques do capítulo
- A preciosa participação feminina na obra missionária.
- A necessidade de mais obreiros.
- Rogando ao Senhor da seara por mais obreiros.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que há tanta carência de obreiros disponíveis e interessados em servir nos campos missionários?

2. Em sua opinião, qual é o principal fator que explica a falta de uma maior participação masculina na obra missionária?

3. Você acredita que a falta de homens servindo no trabalho missionário é uma tendência mundial, ou apenas nacional?

4. Quais as possíveis vantagens dos missionários solteiros em relação aos missionários casados?

5. Em sua igreja local, qual é a porcentagem de mulheres servindo na obra missionária em relação à de homens?

6. Choque cultural reverso
"Assim, voltou Noemi da terra de Moabe, com Rute, sua nora, a moabita; e chegaram a Belém no princípio da sega da cevada." (Rt. 1.22)


Destaques do capítulo
- O choque cultural reverso.
- O choque cultural com a própria cultura como uma experiência mais difícil do que com uma segunda cultura.
- A importante participação da Igreja no processo de choque cultural reverso.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Você concorda que, diante de uma diferença cultural, normalmente julgamos a nossa cultura superior?

2. De que maneiras um missionário pode se preparar para amenizar o choque cultural reverso?

3. Numa família missionária, quem você acha que sofre mais com o choque cultural reverso? Os pais, ou os filhos?

4. A fim de evitar maiores problemas com o choque cultural reverso, qual seria a frequência ideal para o retorno de um missionário ao seu país, cidade ou contexto de origem?

5. Por que o apoio da igreja é importante na reentrada do missionário em seu país de origem?

7. Crenças religiosas e problemas sociais
"Também construíram os postes-ídolos e altos para Baal, que estão no vale de Ben-Hinom, para oferecer como holocausto a Moloque os seus próprios filhos e as suas filhas..." (Jr. 32.35)


Destaques do capítulo
- Crenças religiosas que produzem problemas sociais.
- A necessidade de se posicionar em favor da vida.
- A participação do povo no processo de confrontação das crenças religiosas.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Como missionário ou missionária, o que você faria para tentar viver em um contexto em que os filhos gêmeos são mortos após o nascimento?

2. Como a Palavra de Deus fez diferença na vida da mãe Ianomâmi, segundo o relato mencionado no texto?

3. Será que na cultura brasileira não encontramos práticas semelhantes às que foram mencionadas no texto? Como poderíamos analisar o aborto?

4. Você concorda que a circuncisão feminina é um problema social? Por quê?

5. Que textos bíblicos um missionário poderia utilizar para estudar com o povo sobre a prática da mutilação genital?

8. Oposição das trevas
"Por isso queríamos visitar-vos. Eu, Paulo, quis vos saudar face a face não somente uma vez, mas duas; porém, Satanás nos provocou impedimentos." (1Ts. 2.18)


Destaques do capítulo
- Uma visão integrada com respeito ao mundo espiritual e o material.
- Ações malignas contra o trabalho missionário.
- Atitudes corretas diante da oposição das trevas.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que Satanás se opõe à pregação do evangelho aos perdidos?

2. Quais são as armas espirituais que um cristão deve utilizar na luta contra os poderes das trevas?

3. Um missionário que ignore a existência e a atuação dos poderes das trevas pode ainda assim ser bem-sucedido em seu trabalho ou o fracasso será inevitável?

4. Por que, em alguns lugares, a presença de Satanás parece ser mais evidente do que em outros?

5. De que forma Deus pode ser glorificado no campo missionário por meio de um encontro entre os poderes divinos e os poderes malignos?

9. Mal-entendidos
"Diante do que Paulo realizara, a multidão começou a gritar: "Os deuses desceram até nós em forma de seres humanos!". E assim, a Barnabé deram o nome de Zeus, e a Paulo chamaram Hermes, pois era ele quem falava com poder." (At. 14.11,12)


Destaques do capítulo
- Assumindo a postura de um aprendiz.
- A ocorrência de mal-entendidos de ambos os lados.
- Lidando com os mal-entendidos.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Quais são os obstáculos que o missionário precisa ultrapassar logo nos primeiros anos de trabalho?

2. Qual é a importância de o missionário entender o comportamento do povo e conhecer o contexto em que trabalha?

3. De que maneira os missionários podem se livrar dos mal-entendidos?

4. De que forma o preparo transcultural pode ajudar o missionário a vencer dificuldades no campo missionário?

5. Em sua opinião, as igrejas estão conscientes de boa parte das situações que os missionários enfrentam no campo?

10. Abandono por parte da igreja que envia
"Os quais, perante a igreja deram testemunho a respeito deste teu amor. Tu farás bem se os encaminhares na sua viagem de modo digno de Deus. Porquanto foi por causa do Nome que saíram, sem aceitar nada dos gentios. Sendo assim, devemos acolher todos que forem como eles, para que sejamos também cooperadores a favor da Verdade." (3Jo. 6-8)


Destaques do capítulo
- O abandono como um problema histórico.
- A necessidade de uma compreensão bíblica da pessoa do missionário.
- Nossa fragilidade teológica, doutrinária e eclesiológica.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Você concorda que o abandono de missionários tem feito parte da trajetória missionária da Igreja evangélica brasileira?

2. Você conhece pessoalmente algum missionário que foi abandonado por sua igreja no campo?

3. Considere: há motivos que justifiquem o fato de uma igreja abandonar o missionário no campo?

4. Você concorda com a ideia de que o missionário deve ficar sem receber a sua ajuda financeira no período em que se ausenta do campo?

5. De modo geral, você acredita que a Igreja em nosso país pode ser considerada comprometida com a obra missionária?

11. Julgamentos precipitados
"Vendo-a Judá, teve-a por meretriz; pois ela havia coberto o rosto. Então, dirigiu-se a ela no caminho e lhe disse: Vem, deixa-me possuir-te; porque não sabia que era a sua nora." (Gn. 38.15,16)


Destaques do capítulo
- O preconceito em relação ao povo e a sua cultura.
- Abordagens respeitosas e bem fundamentadas.
- Grandes teorias estabelecidas sobre falsos alicerces.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Segundo Paul Hiebert, quais são os dois principais problemas que os missionários enfrentam quando introduzidos em uma cultura diferente?

2. Em que tipos de consequência os julgamentos prematuros podem resultar?

3. Você acredita que os missionários brasileiros têm mais tendência para julgar precipitadamente as outras culturas? Existem aspectos em nossa cultura que favoreçam, de alguma maneira, tais julgamentos?

4. Por que será que dois missionários chegaram a duas conclusões diferentes, ao analisarem um mesmo ritual?

5. Quais atitudes devem ser observadas a fim de se evitarem julgamentos precipitados?

12. Perseguições
"Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." (Mt. 5.11)


Destaques do capítulo
- Um cenário histórico de perseguição.
- Discriminação em relação ao trabalho missionário.
- Missiofobia.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Em sua opinião, quais são os principais fatores que mais têm promovido a perseguição contra a Igreja de Cristo ao longo dos tempos?

2. Qual deve ser o perfil de um missionário que trabalha em países com alto índice de perseguição?

3. Você concorda que enfrentamos perseguições no trabalho missionário com os indígenas do nosso país?

4. O que poderia ser feito para mudar a mentalidade de algumas igrejas em relação à obra missionária transcultural?

5. Você já presenciou em sua igreja local atitudes de "missiofobia"?

13. O desafio à tradução bíblica
"Sendo assim, cuidai de obedecer a eles e praticá-los, pois dessa maneira todos os demais povos observarão a sabedoria e o correto juízo que tendes. Ao ouvir todos esses decretos, os povos dirão: "Em verdade esta grande nação é constituída de um povo sábio e inteligente!"" (Dt. 4.6)


Destaques do capítulo
- A complexidade e a necessidade da tradução bíblica.
- Acelerando o ritmo para que todas as línguas tenham uma tradução.
- Repensando o desafio.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Segundo a Missão ALEM, qual é o número de línguas em que não há ainda nenhuma porção das Escrituras?

2. Que episódio motivou William Cameron Tawnsend a fundar a Associação Wycliffe para Tradução da Bíblia?

3. Por que o trabalho de tradução da Bíblia é considerado uma tarefa complexa?

4. O que é o projeto Visão 2025?

5. Em sua opinião, que ações práticas a Igreja brasileira poderia adotar para cooperar com o envio de missionários tradutores ao campo?

14. A difícil espera por resultados
"Os planos do diligente tendem à abundância, mas a pressa excessiva, à pobreza." (Pv. 21.5)


Destaques do capítulo
- A excepcionalidade dos resultados rápidos.
- A necessidade de paciência para todos os envolvidos no processo.
- A constante cobrança por resultados rápidos.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Quais são fatores na obra missionária que fazem com que os resultados demorem a acontecer?

2. Por que em países islâmicos e entre povos indígenas os resultados são mais demorados?

3. Você conhece outros testemunhos de missionários que levaram muitos anos para ver os primeiros resultados?

4. Em sua opinião, os missionários brasileiros estão sendo preparados para perseverar diante da aparente ausência de resultados? E a igreja, como tem se comportado diante desse assunto?

5. O que faz com que a igreja em nossos dias seja tão seduzida por números e resultados rápidos?

15. Papéis sociais
"Para a mulher sentenciou o SENHOR: Multiplicarei grandemente o teu sofrimento na gravidez; em meio à agonia darás à luz filhos; seguirás desejando influenciar o teu marido, mas ele te dominará!" (Gn. 3.16)


Destaques do capítulo
- Diferentes modelos de papéis sociais.
- Culturas nas quais as mulheres assumem papéis sociais de maior proeminência em relações aos homens.
- A necessidade de adaptação a esses contextos.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Numa cultura em que, no lar, a mulher tem o poder de decisão, como o missionário desenvolverá o relacionamento com a esposa diante da comunidade?

2. Na cultura Kaiapó, quais são as vantagens e desvantagens que cabem ao papel social da mulher?

3. O fato de a mulher mandar dentro de casa impede uma esposa Kaiapó de ser submissa ao marido, conforme ensinam as Escrituras?

4. Qual é a relevância para o missionário entender o funcionamento dos papéis sociais em determinada cultura?

5. Você concorda com o comportamento de alguns homens, na cultura brasileira, que exploram e subjugam as mulheres?

16. Dificuldades na equipe de trabalho
"Por esse motivo tiveram um desentendimento tão exacerbado que decidiram se separar. Barnabé, partiu, levando consigo Marcos, e navegaram para Chipre." (At. 15.39)


Destaques do capítulo
- A relação de dificuldades com a equipe de trabalho e o retorno prematuro.
- Identificando a fonte do problema.
- "Caráter é mais importante que habilidade".

Perguntas para reflexão e discussão
1. O que você acha da afirmação de que os missionários brasileiros enfrentavam mais dificuldades com os nacionais no passado do que enfrentam no presente?

2. Em sua opinião, a cultura brasileira favorece, ou prejudica a formação de relacionamentos saudáveis? Por quê?

3. Conforme mencionado no texto, qual é uma das principais causas de retorno prematuro dos missionários brasileiros?

4. Quais são os passos importantes que um missionário deve dar para ser bem-sucedido no relacionamento com os colegas de equipe?

5. Você acredita que instituições que formam missionários e pastores precisam dar mais ênfase à formação do caráter dos alunos?

17. Rejeição do povo
"E, por isso, enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, chegaram a um povoado samaritano a fim de lhe preparar pousada. Contudo, o povo daquela aldeia não o recebeu por notar que Ele estava prioritariamente a caminho de Jerusalém." (Lc. 9.52,53)


Destaques do capítulo
- Contextos resistentes ao evangelho.
- A importância do missionário se preparar para a rejeição.
- Testemunhando em meio aos perigos.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que os representantes de um povo na Papua-Nova Guiné queriam comprar um missionário?

2. Segundo o texto, de que maneira Deus preparou o povo Kalunga para receber o evangelho?

3. Quais são os fatores que podem causar a rejeição de um missionário por determinado grupo?

4. Como você entende a maneira como as igrejas interpretam a situação dos missionários rejeitados no campo pelo povo e que acabam retornando prematuramente?

5. Você conhece algum caso de missionários rejeitados pelo povo e impedidos de pregar o evangelho?

18. Escola para os filhos
"O bispo deve também governar bem sua própria família, sabendo educar seus filhos a lhe serem submissos com todo o respeito." (1Tm. 3.4)


Destaques do capítulo
- Desafios para a educação dos filhos.
- Principais opções de educação disponíveis.
- Os filhos como parte integrante no ministério dos pais.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Você estaria disposto a seguir para um campo missionário em que não há escolas para seus filhos? Por quê?

2. Por que os custos na educação dos filhos de um missionário podem ser altos?

3. Quais seriam as outras possíveis dificuldades que os filhos dos missionários poderiam enfrentar para estudar?

4. Das possibilidades de educação escolar apresentadas no texto, qual delas é a mais desafiadora para você?

5. Você acredita que os missionários brasileiros, de modo geral, recebem o sustento necessário para que os filhos tenham uma boa educação?

19. O cuidado de Deus
"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar" (Js. 1.9)


Destaques do capítulo
- O cuidado de Deus em todas as circunstâncias.
- Experimentando o cuidado de Deus.
- O privilégio de se submeter ao cuidado de Deus.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que o estilo de vida adotado pelos missionários parece estar na contramão do sistema de valores da nossa sociedade?

2. O que mais você admira na vida de um missionário?

3. De que maneiras podemos experimentar o cuidado de Deus em meio às dificuldades?

4. Você costuma experimentar o cuidado de Deus em sua vida? Em quais áreas?

5. Quando você pensa na figura do missionário o que é que vem à sua mente? Você consegue visualizar alguém que é alvo do cuidado constante de Deus?

20. Como os povos nos veem
"Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel" (Sl. 69.6)


Destaques do capítulo
- Despindo-se do etnocentrismo.
- O que dizem os estrangeiros sobre a cultura brasileira.
- Repensando o nosso comportamento.

Perguntas para reflexão e discussão
1. Por que julgamos a nossa cultura superior às demais?

2. Você acredita que alguns problemas que os missionários brasileiros enfrentam no campo podem ser influenciados por aspectos negativos da cultura brasileira?

3. Você acredita que o povo brasileiro se relaciona bem com povos de outras culturas? Quais são as áreas positivas?

4. Por que você acha que há missionários que demonstram menosprezo pela cultura do povo em contato?

5. Qual seria o comportamento adequado de uma igreja ao tomar conhecimento que seu missionário no campo se relaciona com desrespeito no contato com o povo local?

Aos que desejarem apresentar o curso em seu pequeno grupo, igreja ou seminários, e precisam de exemplares do livro, por gentileza, escrevam para o endereço de e-mail do Jairo. O livro custa R$ 25,00 (já com o frete incluso) e descontos estão disponíveis na compra acima de 5 exemplares.

Um grande abraço a todos.
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1 de maio de 2014

O Cesto da Adversidade - Ricardo Pinudo

O Cesto da Adversidade - Ricardo Pinudo

Olá. Segue mais um resumo de um livro que foi lido, neste caso pela Fran.

O Livro está baseado no livro de Atos dos Apóstolos a partir do capítulo nove, onde relata a transformação de Saulo, e após a conversão, é chamado de Paulo (Atos 13.9).
Saulo era um ponto de interrogação para as pessoas. Eram muitas perguntas para poucas respostas. Os apóstolos não receberem ele, mesmo sabendo que ele viu o Senhor. (Atos 9.26), e ainda assim não ficaram com ele, mandaram-no para Tarso.(vers. 30)
Nós também devemos estar atentos para perceber que o currículo do nosso passado pode ser muito negativo. Nem sempre o grupo nos aceita como nós gostaríamos.
Muitas vezes é o que acontece conosco. Não nos dão tempo para comprovar nossa mudança. Preferem não atentar para as reais alterações em nossa vida. Fica muito difícil demonstrar e comprovar qualquer transformação, se as pessoas não estão abertas a ver aquilo que Deus fez em nossas vidas.
Em Damasco os judeus decidiram matar Saulo, mas os discípulos o ajudaram a escapar em um cesto, por uma aberta na muralha. (Atos 9.23-25)
Saulo passará dentro do cesto por uma intensa reflexão em função de estar quebrado, inseguro e solitário. Assim quando o cesto tocar o chão terá de tomar uma atitude que mudará completamente sua vida.
Lembre-se que o que adoece uma pessoa não é o que fazem com ela. Muitas pessoas são destruídas no seu interior, não necessariamente por causa do mal que lhe fizeram, mas sim devido à sua atitude diante deste mal. O problema não é ter problemas, o problema é não os resolver.
Na vida com Cristo as dificuldades sempre virão. Por isso precisamos ter a certeza de que em todas elas, Ele cuida de nós, e que depois da tempestade vem a bonança.
Existem pelo menos três posicionamentos que podemos ter ao sair de dentro do nosso cesto:

1. ABATIMENTO
O que poderia acontecer é culpar os apóstolos, mas o importante é entender que mesmo Paulo sofrendo um processo de rejeição, como passou, é possível superá-lo e crescer com tudo isso a ponto de ser usado poderosamente por Deus, ajudando na cura de muitos que se envolvem em situações semelhantes, e que estão em cestos de adversidade.
Devemos nos lembrar sempre de que desistir não é deixar de chegar a algum lugar ou alcançar um objetivo, mas deixar de tentar. É se acomodar pelo simples fato de achar difícil.
Muitos tem deixado de experimentar algo novo da parte de Deus exatamente porque se abatem, desistindo no meio de um processo, que pode ser o mover do sobrenatural tão buscado. Geralmente, a primeira reação que vem diante da adversidade é o abatimento.
O abatimento na versão da desistência é a grande desculpa para aqueles que recusam a recomeçar.
A única saída para todo tipo de abatimento encontra-se dentro de nós mesmos. Só nos podemos vencer a vontade de não fazer nada, de não assumir a direção de nossas vidas. Buscar superar a falsa ilusão de perplexidade e estagnação; parar de pensar que não existem meios para nossa reação; deixar de nos entregar ao trauma, pois consideramos tudo como impossível.
Só nós podemos escolher o que queremos fazer com as experiências de nossas vidas, sejam elas positivas ou negativas.

2. A REBELIÃO
A rebelião é movida por um espírito que visa assumir o lugar do outro, mas sempre com a perspectiva de burlar ou suplantar a autoridade do indivíduo que detém o poder de liderar.
As frases: “quero fazer, mas não tenho oportunidades”, “trabalho muito, mas não sou honrado”, “sei fazer, mas não tenho cargo”, são posturas que fazem inflar um pseudo “novo ministério”, que na verdade não tem nada de novo, mas cuja essência vem de um comportamento muito antigo, já conhecido entre nós como síndrome de Lúcifer: “Serei semelhante ao Altíssimo”.
Acredito também existir outra vertente, de forma paralela: a comparação. Ela pode ser o primeiro indício de que estamos deixando de olhar para o nosso alvo, dado por Cristo. Quando começamos a comparar a nossa vida, seja com a de um ímpio ou de outro irmãozinho, estamos olhando muito para o lado, e perdemos de vista o nosso alvo.
A comparação nos conduz a uma análise entre o que eu tenho e o que o outro tem, o que eu faço e o que o outro faz; assim acabamos nos esquecendo daquilo que o Senhor tem para nós.
Vários casos vêm à tona de casamentos destruídos por adultério, originados pela cobiça de alguém por uma pessoa já comprometida, ou um bem valioso, um bem desejável, uma igreja muito grande. Ou seja, iniciou pela comparação entre a vida real com a vida ideal, que é a do outro, gerando assim todo o processo de rebeldia.

3. A ESPERA
As pessoas que se deparam com a rejeição ainda podem ter outro tipo de posicionamento diante da adversidade: a espera. Este comportamento é o mais difícil e doloroso, principalmente quando a espera significa, aparentemente, perder tempo.
Nada é mais ativo do que estar em Deus e nada é mais precipitado do que agir por conta própria. O ato de esperar em Deus precisa ser consciente e definitivo.
Em muitos casos, a espera é consequência da precipitação, fruto de uma ansiedade pelo mover de Deus.
Esperar em Deus é viver aguardando a realização da promessa do Senhor. Se não existir promessa, não existe espera, e sim a projeção de uma mente ansiosa, equivocada e prestes a adoecer.
Tão importante quanto a fé para ver o milagre é a fé para esperar o milagre, porque toda promessa passa pelo teste do tempo.
É no momento em que estamos sob pressão, quando estamos dentro do cesto da adversidade, que nos revelamos e que as diferenças surgem.
Eu acredito no livre-arbítrio; contudo creio na soberania inegociável de Deus, que por vezes não permite que tomemos um passo errado que vá interferir nos seus planos para nossas vidas, pois nenhum de seus planos é frustrado.

TEMPO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

“Quanto mais tempo o lenhador investir amolando a lamina do seu machado, menos tempo passará dentro da floresta”
Em toda espera existe um tempo necessário de investimento, que resultará em consequências maravilhosas sempre que houver a cumplicidade destas realidades. Portanto, tempo e consequências andam lado a lado quando o assunto é Reino de Deus.
Sempre que algo precisa ser feito ou refeito, necessita de um lugar de tratamento. Esse é um princípio Divino. A ordem do Criador para a restauração do vaso é descer a casa do oleiro. (Jeremias 18.2)
Paulo ficou três anos recluso recebendo da parte de Deus uma nova direção para seu ministério. Como ele mesmo diz: não recebeu nem da carne, nem do sangue, mas do Espírito de Deus. O processo passado por Paulo durante esse tempo gerou a convicção do que era necessário. São consequência da dependência e intimidade adquirida com Deus neste tempo, é exatamente a convicção de que o propósito de Deus vai se manifestar em nossa vida.

Deus faz conosco da mesma forma. Pode ser em uma “olaria”, uma “caverna”, uma “cova”, um “deserto”, ou apenas em nosso próprio quarto. Em um determinado tempo, este será o seu lugar de tratamento e crescimento. Um local para onde Deus nos leva quando saímos do nosso “cesto” da rejeição. A primeira circunstância gerada em nós para a cura é o local da nossa recuperação. Será um lugar de descanso. É descanso, sim!

Deus levantará alguém para investir em você, e isso aconteceu com Paulo 10 anos depois de seu encontro com Cristo, (Atos 11.25-26).
Pois quando o Senhor começa algo, Ele termina. Nada pode impedir o seu agir. Se houver um propósito específico de Deus com você, mesmo que esteja esquecido por muitos, Ele levantará alguém para buscá-lo.
Quando esperamos em Deus, Ele gera uma pessoa que acredita e confia em nós. É alguém que realmente estará conosco, não se importando mais com o nosso “currículo”, com as marcas do nosso passado, ou com o que podemos lhe oferecer.
Deus separa pessoas especiais para estarem conosco em momentos especiais.
Quando Deus cria essa pessoa, ela independe de ter um conhecimento sobre minha pessoa. Não precisa saber minha intenção, desconhece minha história e ignora a possibilidade de retorno ou vantagens. Simplesmente ela chega e nos acolhe e nos aceita, movida somente pela compaixão liberada pelo Espírito Santo.

Outra consequência é gerada de um ideal em sua vida. Algo muito sólido, tão forte que estará marcado em seu corpo. Deus confirmará esse direcionamento para sempre em sua vida. Pode custar o tempo que for, mas este dia chegará, assim como chegou para o apóstolo. Lemos isso em Atos 13.1.
Graças a paciência de Paulo para esperar o ideal de Deus, dezesseis anos depois ele é enviado para a obra a que fora chamado desde a sua conversão. Somente anos depois Deus confirmou o ideal que havia brotado no seu coração.
Agora Paulo é oficialmente um missionário, ordenado diretamente pelo Espírito Santo, escolhido no meio da igreja de Antioquia.
O ideal não se molda de uma hora para a outra. Ele é fruto de uma construção que supera a barreira do tempo.
Na hora da dor ou da perda, o que nos sustentará será o ideal. Sem ele, um soldado abandona a guerra por causa da morte do amigo ao seu lado. Por isso, que o Apóstolo Paulo mesmo diz: “Tudo posso naquele que me fortalece”(Filipenses 4.13)
Precisamos de um ideal, se não viveremos somente de idéias.

O IDEAL E AS CRISES
Uma coisa é servir a Deus e outra coisa é servir na obra dEle. Muitas vezes ficamos presos na mecânica de Sua obra, que nem sempre é sinônimo de serviço à Deus. Ele conhece a motivação do nosso coração. Às vezes é mais importante estar aos seus pés, mesmo no interior de um quarto, do que executar algo religioso para impressionar outras pessoas.
Como exemplo lembramos da história de Marta e Maria (Lucas 10.38-42). Quando estamos diante do amado, a melhor parte não é fazer algo para Ele, mas estar com Ele.
Devemos ter a sensibilidade de sermos obedientes a Deus, pois Ele nos indicará o momento e o local para desempenharmos a missão que Ele nos determinou.
Por isso, precisamos estar em sintonia com o Senhor, e estar sempre atentos a sua nova ordem, pois a qualquer momento Ele pode muda-la. Pois o melhor do que a direção de Deus é a última direção de Deus.
A grande questão é sempre se colocar atento a última ordem do Senhor. É manter-se atualizado no seu querer, pois é Ele que é o Soberano.
Toda conquista no mundo físico primeiro tem de ser conquistado no mundo espiritual. É preciso ser publicado antes no ‘jornal do mundo espiritual’.
Na vida de Paulo, entendemos que nem sempre a recompensa será uma coroa de flores, um troféu ou conquistas, como esperamos por termos desenvolvido plenamente a missão. Precisamos crescer como Paulo. A maior aprendizagem que ele teve foi a visão desprendida em adorar a Deus.
A percepção de aprovação deve estar desconectada dos resultados. Assim, como o próprio Paulo diz: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” (Filipenses 4.12)
Mediante as adversidades que enfrentamos, precisamos entender que a pior perda não é a que está por fora, mas aquela do interior.
O grande milagre do evangelho de Cristo para as coisas acontecerem em nossas vidas está em colocarmos em prática o que ouvimos dEle. Ao contrário do que muitos pensam, nossa prioridade não deve estar nas execuções ativistas, no desejo da ausência de obstáculos, no achar que simplesmente ouvir e reter a solução. Isso tudo será inútil se não fizermos nosso grande trabalho: que é praticar suas palavras.
E praticar, não é somente oferecer um colchão, mas oferecer com Ele o descanso de palavras confortadoras em meio ao tempo de cansaço.
Eu não posso viver dentro do padrão de todo o mundo. Tenho de andar no padrão que Deus tem para mim.

REJEITADO A ENDEUSADO
No capítulo 14 do livro de Atos do verso 8 ao 18, Paulo, antes rejeitado, agora recebe uma adesão extrema, a aceitação coletiva tão desejada pela maioria dos seres humanos, chegando a ser ovacionado pela multidão. É reconhecido como um deus. Todos o viam como uma absoluta autoridade espiritual.
Então ao chegar a cidade de Listra Paulo faz um milagre de forma espetacular, de longe grita para um paralítico, e ele salta e começa a andar. E este ato desencadeia enormes consequências na multidão.
Não é difícil entender que o Senhor não queria só curar aquele homem, mas também trabalhar algo muito maior na vida de Paulo, prepara-lo para as ilusões dos homens e a aceitação da massa.
E estas foram as declarações dos moradores de Listra: “os deuses em forma de homens baixaram até nós.”
Se o desafio é buscar ser igual a Deus, corremos o risco de as pessoas nos confundirem com Ele e cabe a nós mostrar-lhes as diferenças.
Renunciar a aceitação é um risco que corremos quando procuramos fazer a vontade do Pai. Quando buscamos ter um coração puro e reto no Reino, certamente seremos alvo das lentes das câmeras fotográficas de um coração carente e necessitado de referências, como era o povo de Listra.
Devemos ter em mente que algo tão difícil quanto ser rejeitado é rejeitar a aceitação equivocada.
Paulo diz que é igual ao povo. Ele renuncia a aceitação religiosa identificada por outro nome: adoração. Paulo se pôs no lado mais simples e real. Colocou-se junto deles como homem, e não permaneceu no pedestal criado pelo povo. Ficou no meio deles para deixar claro que eles deveriam começar, assim como ele, a se voltar para o Deus Todo Poderoso, pois este sim é merecedor de toda a honra e de toda glória.
A maior evidência da santidade de uma pessoas se manifesta quando ela não tem crise de expor a sua humanidade. Assim Paulo diz: “Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões” (Atos 14.15)
A melhor e única estratégia para vencer este adversário, que não se vê, mas se sente, é fazer o que Paulo fez: “rasgar as nossas veste”. Usando uma linguagem mais atual , devemos arregaçar as mangas” da camisa num ato de indignação.
A única possibilidade de vencermos a idolatria é possuirmos um ideal maior do que ela.
Jesus é o noivo e a igreja é a sua noiva. Quem usufrui e corteja a noiva é Jesus, mas muitos líderes (que também são parte da igreja) querem se aproveitar da noiva. E isso é adultério teológico-espiritual.
Paulo é um pequeno gigante que carrega em si um grande poder de superação diante dos obstáculos e resistências entre a rejeição. Em 2 Coríntios 4.17 ele declara: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso de glória”.

O APÓSTOLO DA SOLIDÃO
Independente de toda conquista vitoriosa e espetacular experimentada por Paulo em sua carreira, durante toda sua vida com Cristo ele convivera com a solidão.
Paulo diz: ”acabei a carreira”. Em outras palavras comunica a Timóteo e outros seguidores que vêm depois dele, para dar continuidade, pois ele cansou.
Por maior que seja a glória, poder, unção, bênçãos ministeriais, nós somos de carne e osso e esse tipo de cansaço não há como evitar; é preciso aprender a conviver com ele e superá-lo a cada dia, e será impossível não reconhecê-lo no caminho.
Se formos sinceros, admitiremos a existência dessas solidões entre pastores, líderes, familiares e igrejas, porque são experiências totalmente distintas.
O fato de existir incompreensão quanto ao seu apostolado nos leva a pensar na solidão do seu chamado. Não quero dizer que Paulo vivesse em um isolamento ou abandono. Pelo contrário atraiu muitos para seu lado. Mas a questão era na alma, níveis que ele alcançava e absorvia das coisas do Reino, que guardava para si, que não tinha como compartilhar, pois correria o risco de ser mal interpretado.
Existem níveis de experiências que o Senhor permite a algumas pessoas que são incompartilháveis.
Paulo experimentou a solidão na sua Missão, pois era diferente, sendo igual. Ele foi usado para decodificar, traduzir a mentalidade de Cristo e converter em doutrinas que serve de base, hoje, para toda a teologia da igrejas evangélica no mundo inteiro.
Paulo experimentou a solidão familiar, assim é possível que na ida para alguma viajem não ficasse o sentimento da dor de uma saudade deixada para trás, mas na volta não havia braços para recebe-lo, nem filhos para beijar, presentes para dar ou história para compartilhar.
De fato, em nossa caminhada, às vezes, na hora da crise a única coisa que temos é a convicção do chamado.
Paulo também experimentou a solidão intelectual, pois tinha um perfil acadêmico, cultural, educacional alto, certamente era autodidata. Todo exclusivismo desencadeia um tipo de isolamento. Quanto mais se sobe mais diminui a possibilidade de se compartilhar o mesmo nível com outros.
Bem, de nada adiantaria ter tanta formação intelectual se não tivesse a capacidade de conviver com aqueles que não possuem a mesma experiência.
Assim também, Paulo experimentou a solidão experiencial. E essa solidão é mais uma vertente. Penso ser esta a que mais exigia desse nosso irmão. Quando temos uma experiência com o Senhor, logo procuramos alguém para edificar. Paulo nem sempre podia compartilhar o que experimentava.
A grande lição está em mostrar que os pecados de Paulo não estavam nos atos, nos procedimentos externos, mas nos pensamentos e sentimentos do mundo interior. Toda guerra de Paulo existiu no campo da mente, que é onde tudo se passa e acontece.
E Paulo termina como começou, tanto no caminho de Damasco como em um quartinho em Roma: um solitário na presença de Jesus.

CONCLUSÃO
Acredito que a rejeição seja um dos maiores problemas no relacionamento humano e isto ganha uma proporção incomensurável no seio da igreja de Jesus. De um jeito ou de outro, nós não podemos fugir: a rejeição é uma realidade em nossas vidas.
Porém aprendemos com Paulo. Quando sofre este descarte, opta por não se abater nem se rebelar, antes preferiu esperar no Senhor e na sua provisão.
Quando atingimos a dimensão do ideal em Deus de forma inegociável, alcançamos também a maturidade para distinguir a vontade de Deus, independentemente de nossa satisfação pessoal.
E nas experiências de Paulo, entendemos o estágio de desapego atingido por ele. No exercício da renúncia é que nasce a liberdade. É quando nos tornamos livres das nossas próprias cadeias, que são nossas vontades em prol da vontade do Senhor.
Que, por intermédio deste livro, você possa agora refletir e vencer o cesto da adversidade em sua vida e decidir se vai ficar indiferente ao grupo ou vai fazer a diferença nEle.
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18 de abril de 2014

Lançai a Palavra Infantil

Lançai a Palavra infantil.
Raica contando sobre a Ressurreição de Jesus e Peter sobre Jesus andando sobre as águas.

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